18 de setembro de 2020

É hora de voltar

Volto
Porque as palavras me sufocam
Sentimentos me transbordam
E preciso externá-los

Volto 
Porque escrever me faz falta
É minha essência, e se perdeu
Preciso recuperá-la

Para libertar-me
E voltar a ser quem eu sou
Escrevo

Ou quem eu era...
Será que ainda consigo ser?
Assim espero

É hora de voltar
Recuperar minha voz
Meu lugar
É hora de voltar
Pois não quero mais gritar 
em silêncio

26 de junho de 2020

I'm a little child again

I think I've become a child again
Who cries and cries
I'm a little girl again
Who feels so lonely

Everybody has their gang
And I'm here just wondering
When it's gonna be my turn
To be part of something

I just wanna have some time
With friends of my own
'Cause it's hard to see that everyone
Has left me here alone

I don't wanna feel like this
I just need to grow up and
Become the woman who I used to be
I felt comfortable with me

I don't wanna feel this blue
For no meaningful reason at all
I just want to keep my head up
Smile again and move on

I won't be this little child
I can't, I don't want to
'Cause I know I'm more than this
And God loves me too

22 de março de 2018

Dorme, amor

Dorme, amor
Não antes sem rezar
Dorme que o Senhor
Há de iluminar

Teu sono
Teus sonhos
Trazendo-te harmonia
Pra que ao acordares
Tenhas um belo dia

Dorme, amor
Dorme, meu bem
Amanhã é um novo dia
Pra ti e pra mim também

Não esquece que eu
Estarei sempre contigo
Aí ou aqui
Longe ou perto
Só te digo

Quero te cuidar
Te fazer dormir
Te permitir sonhar
E depois sorrir

Pra que o acordar
Seja leve e tranquilo
E ao longo do dia
Tenhas força e equilíbrio

Quando anoitecer
Eu novamente te dedico
Esta cantiga singela

1 de dezembro de 2017

Sinto falta

Sinto falta de você. De suas palavras doces quando estou tão azeda; de seus carinhos afagando minha cabeça, minha barriga e até meu ego...


Sinto falta das nossas conversas empolgantes até tarde da noite, sobre os planetas, Deus, o presente, o futuro, e tantos outros. 

Sinto tanta falta de suas mensagens de bom dia! Ou mesmo durante o dia, do nada, simplesmente porque te deu vontade de me dizer as coisas bonitas do coração.

Sinto muita falta de nós, como éramos no princípio e como não temos sido devido aos nossos horários desencontrados, e à rotina um tanto quanto estressante em alguns momentos.

Seu romantismo parece ter dado lugar a conversas banais sobre o dia a dia. Nossas palavras parecem ser apenas da boca pra fora, e sua presença já não se faz tão presente em mim, tornando-me ausente também, por medo da perda repentina. Acho que prefiro ir me acostumando a uma vida sem você para que, quando este dia chegar, eu não entre em choque.

Sinto falta. Muita falta. 

Sol é Vida

 Sol é vida.


Antigamente, dias cinzentos me encantavam. Com chuva ou não, as nuvens encobrindo o céu eram o que eu queria ter. Eu sentia como se meu mundo fosse aquele, nublado, sem cor, sem vida, mas não me incomodava. Ao invés, me deleitava e exercia meu ser. Minha alma era cinza.

Hoje, em dias deste tom, já me sinto incomodada. Quero gritar, fugir, chorar... Minha energia parece ser sugada, diminuo, perco a força e a vontade de estar viva. 

Se alguns lampejos de sol despontam, já são o suficiente para que meu coração seja aquecido, e minha alegria restituída. Sem sol, não quero ser. Mas se ele vem, sinto que posso ser tudo. E assim serei! Basta o sol aparecer.

2 de junho de 2017

Até quando

A cada dia me perco mais de mim
Deixo para trás meus sonhos e os planos de realizá-los
Me perco das minhas crenças
E também das expectativas que um dia eu tive

Cada vez me sinto mais só
Pois ninguém compreende os meus anseios
Ninguém respeita as minhas pausas
Querem apenas que as asas se criem e voem

Mas como criar asas se não sei para onde voar?
Como posso ser livre se a cada dia me perco mais da liberdade?

Cada vez mais deixo de ver sentido
E de fazer sentido também
Me distancio dos meus ideais e de tudo o que eles me significavam

E com tanto distanciamento
Encontro-me travada, presa dentro de mim mesma
Querendo fugir, mas sem muitas forças para a fuga

Até quando?
Até quando?
Não sei até quando.
Até...
Fonte: https://pinkpromisse.wordpress.com/tag/te-tirar-de-dentro-de-mim/

14 de março de 2017

O que não quero (desabafos pós-TPM)

Não quero ser a chata da TPM com os pensamentos negativos e dúvidas intermináveis.
Mas também não quero ser a chata do "eu te amo" a toda hora.

Não quero ser aquela que vai te desapontar e te impedir de realizar seus sonhos.
Quero ser a cura para alguns dos seus problemas, e que você também seja, dos meus, a solução.

Que adormeça comigo quando chegar a noite, e não tenha medo do escuro ao segurar a minha mão.
Quero te acordar de manhã sorrindo, e que você também me acorde com sua alegria e humor incríveis.

Não quero o controle, mas também não tanta liberdade.
Que não nos apeguemos demais um ao outro, mas não deixemos a rotina nos manter desapegados ao extremo.

Quero que você me ame por inteiro, com todos os detalhes que eu tiver.
Mas, acima de tudo, quero te amar do mesmo jeito, e um dia poder te dar tudo o que você quiser.

7 de março de 2017

Preciso de alguém (desabafos durante a TPM)

Preciso de alguém que me apoie, me abrace, me escute, me compreenda ou tente me compreender.

Alguém que esteja sempre comigo, e isso não significa apenas a presença física: que me fortaleça com suas palavras quando eu não estiver bem; que mande uma mensagem para me fazer acordar sorrindo; que a qualquer hora diga que me ama.

Alguém que saiba as minhas necessidades e as respeite – tanto a de ficar só quanto a de receber muito carinho e atenção, apenas para mostrar o quanto se importa comigo.

Que respeite também minhas crenças, mesmo quando não estiverem tão fortemente arraigadas dentro de mim – alguém que me incentive a (re)encontrá-las para que eu não me perca de quem sou.

Preciso de alguém que escolha ficar mesmo com muitas oportunidades de ir. E que o faça por livre e espontânea vontade, não por pena ou obrigação.

Alguém que, de vez em quando, elogie minhas virtudes, ou minha beleza, ainda que eu tenha acabado de acordar.

Que me aceite quando os hormônios explodirem, gerando as crises existenciais, de identidade e de ciúmes.

Preciso de um companheiro, um amigo e um amor, todos em um, que me encoraje a lutar pelos meus objetivos – ou, na falta deles, me ajude a encontrar um.

Preciso de alguém que me ensine, dia após dia, o significado da palavra amor: como, quando, onde, por quê – se é que há explicações lógicas para isso.

Alguém que me permita ser eu mesma, e que queira ser quem é ao meu lado; cujo olhar não esconda nem se esconda, mas se desnude para que eu possa enxergá-lo por inteiro. Alguém que não tenha medo de compartilhar seus medos e incertezas comigo (ainda que eu já tenha as minhas); sua felicidade e até o seu silêncio.

Alguém por quem eu sinta admiração, levando em conta todos os defeitos que possa ter.

Preciso de alguém que me faça sorrir, e que se sinta livre para sorrir comigo. Que não tenha vergonha de chorar na minha frente, e com quem eu possa me debulhar em lágrimas quando necessário.

Alguém que faça o possível para me conquistar e reconquistar a cada dia, manifestando em mim esse mesmo desejo, sem o medo de parecermos ridículos.

Alguém que não permita, de maneira alguma, que eu me sinta só. E que não se sinta sozinho ou perdido ao meu lado.

É só o que eu preciso.
É tudo o que eu preciso.

1 de janeiro de 2017

Sol

 Sol é vida.

Antigamente, dias cinzentos me encantavam. Com chuva ou não, as nuvens encobrindo o céu eram o que eu queria ter. Eu sentia como se meu mundo fosse aquele, nublado, sem cor, sem vida, mas não me incomodava. Ao invés, ali eu me deleitava e exercia meu ser. Minha alma era cinza.

Hoje, em dias deste tom, já me sinto incomodada. Quero gritar, fugir, chorar... Minha energia parece ser sugada, diminuo, perco a força e a vontade de estar viva. 

Se alguns lampejos de sol despontam, já são o suficiente para que meu coração seja aquecido, e minha alegria restituída. Sem sol, não quero ser. Mas se ele vem, sinto que posso ser tudo. E assim serei! Basta o sol aparecer.

Sinto falta

Sinto falta de você. De suas palavras doces quando estou tão azeda; de seus carinhos afagando minha cabeça, minha barriga e até meu ego...

Sinto falta das nossas conversas empolgantes até tarde da noite, sobre os planetas, Deus, o presente, o futuro, e tantos outros. 

Sinto tanta falta de suas mensagens de bom dia! Ou mesmo durante o dia, do nada, simplesmente porque te deu vontade de me dizer as coisas bonitas do coração.

Sinto muita falta de nós, como éramos no princípio e como não temos sido devido aos nossos horários desencontrados, e à rotina um tanto quanto estressante em alguns momentos.

Seu romantismo parece ter dado lugar a conversas banais sobre o dia a dia. Nossas palavras parecem ser apenas da boca pra fora, e sua presença já não se faz tão presente em mim, tornando-me ausente também, por medo da perda repentina. Acho que prefiro ir me acostumando a uma vida sem você para que, quando este dia chegar, eu não entre em choque.

Sinto falta. Muita falta. 

17 de novembro de 2016

Faz frio aqui dentro (ainda)

Fonte: https://www.mensagenscomamor.com/amor-frio
Aqui dentro continua frio
O gelo derrete pouco a pouco
Em leves doses
Em demoradas prestações

O calor, ainda insuficiente
Para tão geladas condições

Ainda faz frio aqui dentro
Pois insiste-se que o sol não entre
As janelas, abertas esporadicamente
E o aquecedor, com defeito aparente

Não se confia
Não se espera
Não se quer aquecer de fato
Tem-se o medo de que o calor se imponha e queime.

Quando ela aflora

Quando aflora
A mais espinhosa flor
Recomenda-se distância
Pois, sem querer ferir-te
Ela não se pode conter
E à carne, fere profundamente

Quando aflora
A mais fina flor
Recomenda-se rara aproximação
Pois leve e frágil
Suas pétalas vão ao chão
Ao mais tenro toque

Se a mais suave, porém espinhosa flor aflora
O cuidado é redobrado
Pontiagudos, os espinhos te rasgam
Mas também a si mesma

Suas delicadas pétalas caem
Finas vestes encontrando a dureza de tais espinhos
Que explodem, um a cada vez
Ou todos juntos, desordenadamente

Tenta se conter
Mas controlar-se, para quê?
O autocontrole é imperfeito
Quando esta flor desponta

Necessária explosão
Algumas vezes exagerada
Dependendo apenas
Do que despertar seu aflorar

23 de agosto de 2016

Meu coração ainda dói

Não sei por que razão, se é que há,
mas sinto dores
que parecem vir da alma.

É meu coração, que ainda dói
quando algumas lembranças
vêm dissipar minha calma.

Meu peito estremece por dentro
como se atingido por uma bomba.
Seus efeitos, intensos
deixam-no frágil, triste, na penumbra.

Com a razão, tento curar minha dor.
Não consigo, no entanto.
Pensar causa-me mais horror.

Em silêncio, sinto sozinha.
Não compartilho, pois quem há de entender?
Há quem possa se fragilizar
e não quero fazer outro coração doer.

Peço que o tempo me ajude
que pare as lembranças ruins.
E quando eu já não mais as tiver
então meu coração pode bater, sim.

Livre, sossegado
sem mágoas ou traumas do passado.
Pronto para que o hoje o assuma.
Fora de perigo para, então, dar novos saltos.

14 de julho de 2016

A escolha

Fonte: http://rogeriabreves.blogspot.com.br/2013/10/blog-post_2005.html

Quero que meu coração
Escolha você (escolha você)
Tarefa bem difícil
Mas acho que vai acontecer
(Vai acontecer)

Cedo ou tarde, espero
Que você possa ficar
Bem guardado aqui dentro
E não sair mais
Porque eu preciso
Enfim descansar
Dessa jornada
de "nãos", "talvez", "quases" e "sei lá"

Quero que meu coração
Me permita escolher (me permita escolher)
Você, que comigo tem estado
E quer permanecer
(Quer permanecer)

Cedo ou tarde, espero
Que você possa entrar
E então aqui fique
E não saia mais
Porque eu preciso
Enfim repousar
Dessa luta
Entre "nãos", "talvez", "quases" e "sei lá"

Cedo ou tarde, espero
Que você possa ficar
Por semanas, meses, anos
Ou uma vida inteira

25 de fevereiro de 2016

Sobre sentir

Já desejei não sentir nada: nem dor, nem alegria, porque pensava que a dor seria sempre maior que os momentos mais lindos que eu pudesse viver.

Já desejei não me apaixonar, pois acreditava que o apego era o que mantinha a conexão entre duas pessoas, e sempre tive medo de me desconectar de alguém. Principalmente se fosse o outro a "desapegar" de mim.

Já desejei não mais chorar, mas também não mais sorrir, por crer que qualquer sorriso poderia ser apagado repentinamente do meu rosto.

Já desejei não desejar, por jamais acreditar que eu pudesse ter. 
Desejei o não, sempre o não, por ter muito medo do sim. E por ter receio de que o sim pudesse trazer-me alegria, ao passo que me trouxesse dor; paixão, mas brutal desapego; sorrisos, que poderiam ser tomados pelas lágrimas; desejos, que poderiam transformar-se em frustrações.

O que aprendi?
Que não sentir tornou-me inerte, dormente, um vegetal ambulante.
Que eu não vivia os momentos, não me permitindo experimentá-los. Não, sempre não.

Hoje, eu quero é sentir. E sentir muito. Pois a vida sem sentimentos é dura. É indiferente. É sem graça. 
Chega de nãos. Quero só sim.

3 de fevereiro de 2016

When I dance

Fonte: https://www.keepcalm-o-matic.co.uk/p/keep-calm-and-dont-stop-dancing-9/













When I dance, my body flies
And so does my spirit
When I dance, my soul becomes light
And my eyes shine bright
When I do not, I feel alive, although not free
When I do not, I feel safe, but not totally
Music is needed, it is food for thought
Dancing is needed, it is water for thirst
Because when I dance, I can be anyone
I magically become another,
But this "another" is who I am indeed
I must never stop dancing
For I do not want my life to end


10 de novembro de 2015

7 razões

Mesmo com a minha resistência,
você decidiu tentar.
Com  todos os meus nãos,
você decidiu insistir.
Apesar da minha frieza,
você decidiu me tocar.
E com todas as as chances contrárias,
você me fez sorrir.
Mesmo com as minhas incertezas,
você decidiu ficar.
E à minha ausência de querer,
você decidiu resistir.
Se é preciso uma razão a mais
para, nisso, eu continuar
É que não basta eu ser tão racional,
quando você prefere sentir.


Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiDKbl1Yz_D0PaYtILhyhobvtAtB_hMggRwfsOJn5PctmOQvG5PRnrwIAASkfmeIrkBysKW6E3G3mp6Y3ix7Ae5JwBKsGrt-SY13Cl47rHETSZ0YcmnaPCb0R0sNuFn_6umYP-QMnktZlTR/s1600/f.jpg

20 de junho de 2015

Canção pra não dançar

A bailarina já não quer dançar
No palco que agora se transformou
Em piso de madeira, em pano e luz
E só, e só

Aquele que antes era o seu lugar
Agora já não lhe pertence mais
Já não se sente mais parte dali
Foi só, foi só

Uma fase de experimentação
De novos ares para respirar
A algo novo poder se entregar
Sem medo nem segredo

Mas como toda fase, essa acabou
Ou está por acabar
E enquanto um renovo não vier
A bailarina não quer mais dançar

Agora nada de ponta dos pés
Agora nada de pliès, sautès
Nem piruetas, glissades, cambrès
Já basta, já basta

Agora nada de dança por dança
De um corpo vazio a se mover
Quase sem vida, quase sem nada
Já basta, já basta

A sapatilha, ela vai pendurar
Para enfeitar seu quarto e poder
Sempre ver e lembrar

Que um dia ela quis se arriscar
Que um dia ela, como flor, se abriu
E essa canção ela já quis dançar


18 de junho de 2015

FuneSarau


Quando eu morrer
Enfeitem a capela com poesia
Despejem poemas
Sobre o meu caixão

Porque a morte
Tão triste para quem fica
Pode ser menos sentida
Com um soneto, uma canção

Quando eu morrer
Não chorem suas lágrimas
Transformem seu pranto em palavras
Em versos, estrofes e rimas

Pois eu
Se em vida fui poeta
Na morte hei de ser lembrada
Pelas letras, minha grande sina

E se quiserem
Ainda podem declamar
Os textos que escrevi
Ou mesmo Quintana, Cecília

Vinícius
Também pode estar lá
Junto com Fernando Pessoa
E outros fazendo-me companhia

Recitem até mesmo este poema
Que faço agora
Como um último pedido

E quando o meu dia chegar
Respeitem-me
A carne é morta mas o espírito, vivo

Não quero tristeza
Ao menos não tanta assim
Afinal estarei em paz
Vivendo com querubins

E de suas asas
Algumas penas vou arrancar
Pedir-lhes emprestadas
E meu trabalho continuar

Vou escrever
Com elas poemas divinais
Canções para os concertos
As orquestras celestiais

Façam o que peço
Transformem em sarau
A dor que sentirem
No dia do meu funeral

8 de junho de 2015

From the bus window

Da janela do ônibus vejo a vida passar
Vejo luzes e cores, mesmo quando o caminho é escuro
Há pessoas nas calçadas
Automóveis rumo a estradas
Prédios, casas, comércio e jardins
Dos muros de concreto às grades de ferro
Todos passam por mim

Da janela do ônibus vejo traços, vultos
Pedaços de imagens
Que correm diante de meus olhos
Há crianças, casais e indivíduos solitários
Trabalhadores, estudantes
Indo e voltando, apressados ou a passos lentos
Imagino para onde vão e o que há em seus pensamentos

Será que me veem?
Se me vissem o que veriam?
Pensariam quem eu sou e para onde o ônibus me leva?
Se eles tivessem tempo para isso...

Meros passantes, viventes
Caminhando, correndo
Ou parados nos semáforos
Esperando a hora de iniciar seus passos

Mas não passageiros
Que, como eu, inertes
Apenas os avistam e esperam a próxima parada

Porque só da janela do ônibus
É que somos observadores da vida
E até de nós mesmos