23 de agosto de 2016

Meu coração ainda dói

Não sei por que razão, se é que há,
mas sinto dores
que parecem vir da alma.

É meu coração, que ainda dói
quando algumas lembranças
vêm dissipar minha calma.

Meu peito estremece por dentro
como se atingido por uma bomba.
Seus efeitos, intensos
deixam-no frágil, triste, na penumbra.

Com a razão, tento curar minha dor.
Não consigo, no entanto.
Pensar causa-se mais horror.

Em silêncio, sinto sozinha.
Não compartilho, pois quem há de entender?
Há quem possa se fragilizar
e não quero fazer outro coração doer.

Peço que o tempo me ajude
que pare as lembranças ruins.
E quando eu já não mais as tiver
então meu coração pode bater, sim.

Livre, sossegado
sem mágoas ou traumas do passado.
Pronto para que o hoje o assuma.
Fora de perigo para, então, dar novos saltos.