19 de janeiro de 2015

I've gotta let you go

I've gotta let you go
For good
For me
For you too

I've let some people go
And it has caused me much pain
So can you imagine how I'll feel
If you go and I stay?

But now you have a life
A family to start
And I'm not gonna cry
'Cause I know you're gonna smile

You are happy, I know that
And that's all I really want
So be happy wherever you are
And thanks for the memories you gave me once

But now I've gotta let you go
For good
For me
For you too

10 de janeiro de 2015

Inconstante

Sabe o que mais odeio em mim? Minha inconstância. Minha mudança abrupta de ideias e desejos e humor. Minha capacidade de querer tudo e minutos depois esse tudo cessar; de desejar sonhar, e no dia seguinte, acordar sem vontade de viver esses sonhos. 

Odeio pensar e repensar quando eu deveria agir, e, mais ainda, agir quando eu deveria pensar e repensar; ficar quieta quando eu deveria falar, e, mais ainda, falar quando eu deveria estar quieta, processando acontecimentos, esperando a ficha cair e a hora certa de dizer o que quer que seja (e essa hora passa, sempre passa). 

Odeio achar que sinto alguma coisa em mim, e, depois, alguma coisa dissipar-se e exterminar toda e qualquer pseudo-sensação. Ou achar que nada sinto e, de tempos em tempos, descobrir-me sensível (ao extremo, às vezes).

Odeio ser inconstante. Mas há momentos em que amo também.

16 de novembro de 2014

O buraco (em prosa e verso)

PROSA
Às vezes tenho a sensação de que uma parte de mim foi brutalmente retirada. Meu estômago se contrai, um nó se forma em minha garganta e a única ação que eu penso em realizar é prender esse choro, por não ter como explicá-lo. As lágrimas parecem ser pouco; quando, raras vezes, as libero, o alívio é imediato, porém efêmero. Ao chorar, crio duas dores. Doem os pulmões, dói a cabeça. E meu pedaço não é restituído. Talvez dias depois, ou mesmo amanhã, não sinta mais o buraco. Mas sei que ele estará lá, até que eu o note novamente e esse ciclo se repita.

VERSO
Tenho, às vezes, a sensação
de que de mim uma parte
foi brutalmente retirada.
Contrai-se meu estômago
em minha garganta forma-se um nó
e a única ação que penso realizar
é esse choro prender
por não ter como explicá-lo.
As lágrimas parecem ser pouco.
Quando, raras vezes, as libero
o alívio é imediato, porém efêmero.
Ao chorar, duas dores crio:
doem os pulmões, a cabeça dói.
E aquele pedaço não me é restituído.
Dias depois, talvez, ou mesmo amanhã
não sinta mais o buraco.
Mas sei que lá estará
até que novamente eu o note
e esse ciclo se repita.

Poema 123, disponível na antologia "Somos Todos Poetas" através de concurso realizado pela página Lápis e Papel.
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9 de novembro de 2014

Entenda, não é frieza

Entenda, não é frieza
apenas não sei sentir
não sinto como os outros
do mesmo jeito
com a mesma intensidade
e intenção

Entenda, não é frieza
meu carinho é genuíno
meu querer não é fingimento
quero bem, mas tão bem
que até prefiro o afastamento

Entenda, não é frieza
nunca foi frieza
nunca será frieza
sou somente um ser humano diferente
a quem qualquer contato assusta:
um simples enlaçar de mãos
um terno abraço
ou um toque na nuca

Beijos apaixonados
ou mesmo sem paixão
não são para mim
nunca serão

Entenda, não é frieza
apenas, talvez
minha maior fraqueza
e não há, por aí,
outros fracos como eu

Se há, desconheço
ainda não é o momento de encontrá-los,
se é que há; se é que eu mereço

4 de novembro de 2014

Vozes

De repente não aguento mais ouvir vozes. Vozes que penetram na mente sem intenção, que permeiam pensamentos sem querer me afetar. Mas me afetam. Vozes que dizem as mesmas coisas, ou coisas novas, que perderam o sentido devido a minha falta de interesse em sabê-las. Os timbres de sempre. Os tons de todos os dias. Um simples falar que tem o dom de tornar qualquer possibilidade de paz uma confusão explosiva dentro de mim. Que me faz querer gritar e espalhar a minha voz, só a minha voz. Só. 


(Fonte da imagem: http://rafadivino.wordpress.com/2010/08/16/blablabla/)