3 de agosto de 2014

Vida de bailarina

Sou bailarina em meu próprio palco
Movimentando-me com o olhar
E os braços leves, finos, delicados
Dizendo coisas, tentando dançar

Bailando assim meio desengonçada
Com gestos que ora dizem muito ou não 
Sigo vivendo esse meu espetáculo

O meu bailar depende da canção
Guiando uns solos ou corpos de baile
Que eu prefiro ao tais dos pas de deux

Ser conduzida por passos alheios
Limita a dança, a alma, o meu viver



31 de julho de 2014

Pequeño poema sobre el cielo

Azul y blanco
Rosa o rojo
Amarillo o naranja
Con o sin color
El cielo que veo
Es de un bello tono
Mezclándose con las nubes
Y los árboles ya secos de la estación
Hace frío acá
Pero el sol nos puede calentar
Y mirando ao cielo
La paz él nos traerá

17 de julho de 2014

Cold heart

I've got a cold heart
it's frozen and no one is able to melt 
the thick layer of ice
that covers it

I've got a cold heart
that no one is capable of warming
or even breaking the ice
that wraps it

No one can come in
not very deep at least
No one can come in
not very deep at least

They knock at the frigid door
trying to go inside
in order to be more than visitors
Residents of an uninhabitable place

They knock at the frigid door
using their strenght to death
but never manage to enter
never invade the space

All my heart can do
is to try and open a breach
but it's tiny, too tiny
so that no one can really go through

I've got a cold heart
that chills more and quickly every day
my heart can never be inhabited
it will always send people away

Fonte: http://www.dailyscreens.com/frozen-heart-hd-wallpaper.html




16 de julho de 2014

Já não espero

Se fosse em outra época
Eu me derreteria
Mas aprendi a não mais
Idealizar

Se fosse em outros tempos
Eu logo me rendia
Aos encantos seus
Sem pestanejar

Mas nada é como antes
Não sou mais quem eu era
Já não espero mais
Alguém em minhas mãos

Se eu não estiver
Também nas mãos de alguém
Tudo isso aqui
Terá sido em vão

Confesso que é difícil
Não me deixar levar
Quando você me diz
Sem nem mesmo me dizer

O que está subentendido
O que eu tento não pensar
Mas penso, não tem jeito
E não é fácil esconder

Alguns risos que saem
Quando penso perceber
Que há algo por trás de tudo
Mas finjo não notar

Quero manter-me firme
Em minha decisão
De não deixar que o ego
Venha me controlar

Portanto tenha em mente
Que nada você vai
Conseguir de mim
Com esse jeito seu

Perdoe-me por não
Ser o que você quer
Pois o que você pensa que sou
Já não sou eu

11 de julho de 2014

Por onde andas?

Por onde andas?
Quero ver-te uma vez mais
Anos voaram e não sei de ti
Onde estarás?

Lembro-me da menina
Que sentia o corpo estremecer
O ar faltar
O estômago borboletear
Os olhos inundarem-se
Ao ver-te passar

Por onde andas?
Quero ver-te uma vez mais
Anos voaram e não sei de ti
Onde estarás?

Lembro-me de dormir e acordar
E de acordar e dormir
Pensando nas cenas que protagonizaríamos
Desde que não mais te vi
Nada mais senti
Para sempre adormeci

Estou presa a ti?
Não há como saber
Se sem ti tenho vivido
E nada muda

Estou presa a ti?
Preciso ver-te
E tornar-me livre
Ou ser para sempre tua